segunda-feira, 9 de julho de 2012

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"Que nada nos limite
Que nada nos defina
Que nada nos sujeite
Que a liberdade 
seja nossa própria substância."


Simone de Beauvoir (1908 - 1986)







What.Inspires.Me

Nunca percebi quando deixa-se de ser pequeno e passa-se a ser grande, talvez porque não exista uma divisão, mas acho que quando as suas ações têm consequências mais graves e quando é preciso pensar mais antes de fazer escolhas quaisquer que sejam elas. Passamos alguns anos implorando para crescermos logo, mas quando a gente se dá conta percebemos que o tempo passa rápido o suficiente pra ficarmos "grandes" de uma hora pra outra. Vivemos "brincando" de ser grandes, pegamos os sapatos das nossas mães, temos crises de rebeldia sem o menor sentido, brigamos com os nossos pais sem motivos, e chega uma hora em que precisamos parar e pensar que na verdade é inútil querer crescer mais rápido. O tempo passa para todos nós e ter pressa é sempre pior. Precisamos de aproveitar cada minuto, viver cada emoção, mas em cada coisa tem seu tempo. Acho que talvez nunca passamos de ser "pequenos" para sermos "grandes", afinal somos todos aprendizes e estamos só de passagem. Ser criança é sempre melhor do que ser "grande", crianças não se preocupam, não se incomodam e não incomodam ninguém. Quem dera podermos alongar a infância de todos, porque só as crianças são realmente felizes. E eu sei disso porque mesmo o governo me considerando adolescente, a minha alma é de criança, e sempre será.












OBS.: Morro de saudades da minha pequena ingenuidade, poupava-me de certas coisas...

Juventude

"É usual não medirmos as palavras que soltamos, ou pesar as frases que desenlaçamos. Os actos, os gestos, as atitudes que ganhamos. Irresponsabilidade, talvez ... Imprudência, jovens tolos, o mundo afinal não dança nas nossas mãos, nós é que dançamos, caímos e por vezes não nos levantamos nas dele. 
Brincamos com conjunturas numa noite perdida, para a cabeça pesar de manhã com as palavras e as frases tímidas, mas com os actos vincados com figuras tolas e jovens."

Raquel Reis