quinta-feira, 17 de abril de 2014

Das preferências

Eu sempre preferi o doce ao salgado e o riso ao choro
Sempre preferi os dias ensolarados àquela névoa do final de julho
Sempre preferi as aventuras mágicas aos romances "mela-cueca"
As noites de calmaria em casa aos agitos dos sábados à noite
Os sons de sopro aos de corda
Os abraços maternais à rebeldia incontrolável

E agora entre todas as coisas que se pode preferir, eu preferi você
E preferi pensar nos teus olhos verdes à fazer conjecturas sobre o que pensas de mim
[e as lembranças de um dezembro passado me atormentam, dia e noite]
Eu tinha cheiro de jasmim, e você emanava o perfume dos desodorantes masculinos. O meu mau humor havia se esvaído por completo e eu finalmente descobri o que era ajudar um outro alguém. Nada de nostalgia. O tempo deu uma pausa para o amor. Para amar. E os dias chuvosos pareciam tão ensolarados quanto o verão que veio em seguida. Tudo em harmonia. Nada como um amor pra bagunçar tudo e por isso mesmo colocar cada coisa em seu lugar. Tô precisando d'outro já que esse arrumou as malas e entrou no trem da indecisão.
A saudade que sinto não dói. Me anseia. A viver os amores que virão. A amar os corações que estão pelo caminho. Ser amante. Ser amada. Ser amável. Sou sensível ao cheiro dos amores passados. Anseio pelos do presente.