Sou pó.
Todos somos.
Não nos damos conta.
Mas somos.
Somos pó romântico.
Pó melancólico.
Pó musical.
Pó mau-humorado.
Pó medroso.
Pó tímido.
Pó, pó, pó!
Mas no fundo somos pós tão arrogantes que não aceitamos ser só pó e queremos ser um pó maior.
Evaporaremos, todos nós, todos os nós...
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
O que é o amor? O que é ser amor? Quem é esse amor?
Amor é efêmero? Amor dá e passa? Amor dura pouco?
Sou feita de amor. Sou feita de falta de amor. Amor é a ausência e a presença. Amor é tudo e nada.
E de repente eu me vi em pé no alto daquela montanha que eu percebia da janela do carro, gritando a minha pergunta ao mundo: O QUE É SER AMOR?
E silenciei.
Que pergunta mais burra. Que pergunta besta.
Amor era aquilo. Amor era tudo que estava diante dos meus olhos. Amor eram aquelas montanhas, aquelas árvores. Amor eram aqueles vasos de barro vendidos na estrada. Amor eram aqueles banquinhos de madeira e aqueles tapetes feitos à mão.
Amor eram todas as coisas. Amor é tudo. Amor é nada.
Amor é qualquer coisa que você quer que seja.
Amor é efêmero? Amor dá e passa? Amor dura pouco?
Sou feita de amor. Sou feita de falta de amor. Amor é a ausência e a presença. Amor é tudo e nada.
E de repente eu me vi em pé no alto daquela montanha que eu percebia da janela do carro, gritando a minha pergunta ao mundo: O QUE É SER AMOR?
E silenciei.
Que pergunta mais burra. Que pergunta besta.
Amor era aquilo. Amor era tudo que estava diante dos meus olhos. Amor eram aquelas montanhas, aquelas árvores. Amor eram aqueles vasos de barro vendidos na estrada. Amor eram aqueles banquinhos de madeira e aqueles tapetes feitos à mão.
Amor eram todas as coisas. Amor é tudo. Amor é nada.
Amor é qualquer coisa que você quer que seja.
sábado, 16 de novembro de 2013
"Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. [...] Só porque contive meus crimes, eu me acho de amor inocente. [...] Talvez eu tenha que de chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho da minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, ao meu contrário quero chamar de Deus. [...] Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, ele não existe."
Clarice Lispector, Perdoando Deus
Terminar um amor e viver um novo. Terminar a primavera, com pureza, e viver um novo verão, com brisa. As coisas têm seu prazo de validade, as coisas acabam, como as primaveras e os verões. Mas depois elas voltam, como as primaveras e os verões seguintes. Claro que não voltam como eram. As coisas acabam. Outras coisas tomam seu lugar. As coisas passam, voltam, passam, voltam...
Ainda bem!
Imagina só, que falta de imaginação seria se as coisas não passassem. Se outras coisas não se criassem, não tomassem seu lugar.
Ele foi. Um outro ele veio. Ainda bem. A tristeza havia passado, e quando essa passa, é a hora de recomeçar.
Ainda bem!
Imagina só, não ter encontrado esse olhar cheio de flores. Imagina só... Como eu ainda seria triste sem todas essas flores...
Ainda bem!
Imagina só, que falta de imaginação seria se as coisas não passassem. Se outras coisas não se criassem, não tomassem seu lugar.
Ele foi. Um outro ele veio. Ainda bem. A tristeza havia passado, e quando essa passa, é a hora de recomeçar.
Ainda bem!
Imagina só, não ter encontrado esse olhar cheio de flores. Imagina só... Como eu ainda seria triste sem todas essas flores...
terça-feira, 5 de novembro de 2013
15
Eu sou pequena. Eu sou imensa. Eu sou um abismo. Eu sou cheia de oceanos. Eu sou passarinha. E agora eu tenho 15.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Dou pra ser passarinha, passarinha sou eu...
Faz pouco tempo eu resolvi de querer ser bailarina. Me disseram que eu não poderia ser bailarina porque bailarina é muito magra, é muito elegante, e de fato eu sou meio desastrada (...), eu não dava pra ser bailarina. Teve uma outra vez que eu resolvi de ser fotógrafa. Também não dava pra isso (apesar de eu adorar fotografar), mas aí era um conflito interno, já que eu achava muito pouco estar sempre atrás das câmeras e não na frente delas. Também já quis ser jornalista mas eu achava que era mais emocionante ser a notícia do que a noticiante, jornalista também não dava pra ser. Ainda a pouco queria ser poeta, mas fui revirar a estante de livros da minha mãe e li alguns poetas, vi que ser poeta não é tarefa pouca. Ser poeta é ser Pessoa, ser Quintana, ser Bukowski, ser poeta é ser grandioso. Acho que também não dou pra ser poeta. Acho que não dou pra ser humana.
Resolvi que seria passarinha. Nada muito difícil. Nada muito pouco. Simples. Passarinha.
Resolvi que seria passarinha. Nada muito difícil. Nada muito pouco. Simples. Passarinha.
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