Poetinha, poetinha
Não sei o que acontece quando deitas na cama, já nas várias horas da noite, e ficas assim, uma mão na barriga e a outra sob a nuca, fitando a parede branca como quem observa as coisas que já disse ou culpa-se por ser assim, poetinha, poetinha.
Não sei o que passa no teu coração quando teus olhos não estão mais no presente e a tua mão segura a tua bochecha num sinal de tédio pra entender a realidade ou pra aceitar-se do jeito que és, poetinha, poetinha.
Não sei o que se passa no refúgio dos teus desejos quando não saem mais palavras da tua boca e mordes teus lábios como quem tem todas as incertezas dentro das bochechas, ah poetinha, poetinha!
Não sei o que acontece contigo quando tens essa cara de quem quer ir embora mas não sabe pra onde.
Ah poetinha, poetinha, às vezes é só tpm.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
As formigas estão sempre muito ocupadas, vivem carregando folhinhas e bichinhos pra todo canto.
Cuidam dos seus formigueiros com muito afinco.
Andam em fileiras e têm um senso de organização invejável.
As formigas não usam relógio.
E eu nunca vi uma formiga tomando sol.
Formigas são calvinistas.
Será que elas têm tempo pra amar?
Às vezes, eu penso em segredo, que eu bem gostaria de ser uma formiga, daquelas bem rápidas.
Cuidam dos seus formigueiros com muito afinco.
Andam em fileiras e têm um senso de organização invejável.
As formigas não usam relógio.
E eu nunca vi uma formiga tomando sol.
Formigas são calvinistas.
Será que elas têm tempo pra amar?
Às vezes, eu penso em segredo, que eu bem gostaria de ser uma formiga, daquelas bem rápidas.
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