quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

10.000

10.000 visitas. 
10.000 estrelinhas que fazem a minha felicidade e aumentam cada dia a mais a minha vontade de escrever e de mostrar pro mundo o que eu escrevo. 
Enorme gratidão a todos.
Gratidão a quem acompanha o blog, que é o meu refúgio a quase dois anos. E gratidão a quem passou a participar disso aqui a pouco tempo.
São mais de dez mil visitas, mil coisas tumultuadas para escrever e uma passarinha explodindo de felicidade.


Enorme gratidão a todos os príncipes e princesas que visitam esse pedacinho de mim




quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Eu tô por um triz de estar feliz.
Tô por um triz de te ligar e dizer que eu ainda não sei qual é o meu filme favorito.
Tô por aqui de melancolia.
E tô com vontade de melancia.
Hoje meu cabelo me contou histórias.
Histórias sobre a gente. 
Achei meio nada a ver.
A gente. Não o cabelo.
Deu saudade de um pai. E de um amor.
O pai tá longe e o amor é meio blasé.
Prefiro a melancia. 

"...mas se você não quer meu ar, não queira que eu morda o seu umbigo..."
A vida é toda brisa. 
A vida toda é saudade.
A vida é toda gargalhada.
E a vida não é nem por isso.
A vida é por um triz.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Às vezes sinto medo do tempo. De tudo o que ele pode levar e trazer. Às vezes o adoro pelo mesmo motivo.

Às vezes sinto enorme vontade de chorar por causa da impermanência das coisas. Por saber que tudo passa. E choro. Pela impermanência de tudo.

Nesses dias que se arrastaram morri de medo. Medo do futuro. Do meu futuro. Medo de envelhecer. Medo de sentir dor. Medo de crescer.

Li por aí que crescer é aprender a dizer adeus. Eu acho que eu não sei dizer adeus. E eu acho que não quero crescer.

Eu acho que eu quero correr pra cama da minha mãe, e ficar ali, falando sobre nada importante e rindo dos pobres programas do horário nobre. 

Eu acho que eu quero dizer adeus ao futuro e ficar só com o presente que o presente me deu: o de ser menina.

Acho que crescer não dói. Talvez crescer não seja só dizer adeus, talvez seja dizer olá também.

Nada disso faz um grande sentido. A vida toda é saudade mesmo.

Crescer dói sim, e dizer "olá" é a recompensa da dor.
Nunca gostei muito da dor.
Escolho não crescer.
Vou ali pintar as unhas e ouvir mutantes.
Enquanto não cresço.
Talvez eu seja impertinente mesmo.
E talvez eu deve-se me calar às vezes.
Talvez seja tantas coisas. E talvez não seja coisa nenhuma.
Acho que foi tudo um teatro. Do qual eu tive que fazer o papel de uma cega.
Nada mais importa já que as cortinas se fecharam. 
Ainda bem.
Ou nem por isso. 

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Do ser

Eu sou eu. E você. E eles.
Eu sou o que eu sou, o que eu não sou e o que eu deixo de ser.
Eu sou tudo, inclusive nada.
Eu sou o nada, inclusive o que pode ser.
Eu sou o não, o talvez e o sim.
Eu sou o que não se pode ser, e o clichê.
Eu sou o que o meu nariz quiser. Inclusive o "atchim".
Eu sou o que a minha barriga mandar. Até as borboletas.
Eu sou a menina dos olhos. Dos meus e dos dele.
Eu sou o oceano inteiro. E a passarinha que voa no teu quintal.
E tu, é plural ou singular?




quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Acabo de chegar nesse palco.
Esse que vocês costumam chamar de vida. Nesse palco que é uma mostra. Uma mostra de talentos e destalentos.

Acabo de ser sintonizada nessa estação. Essa em que vocês choramingam os seus lamentos e berram aos quatro ventos as suas pequenas alegrias. 
Acabo de chegar aqui. Ou aí. passo algum tempo dessa chegada a observar-lhes.
Ora, mas são todos troféus!
Gostam de exibir os corpos. Os cabelos. Os teres. Os seres. Os quereres. Os prazeres. Os lamentos. As alegrias.
Acabo de chegar nesse festival.
Ainda estou me acomodando.
Ainda não sei o meu papel nessa peça de teatro. Mas penso que deve ser algum que se assemelha a um passarinho... Ou passarinha.


terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundezas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.

Guimarães Rosa

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Em nome do coração, sejamos mais irracionais.

"Nos demais,
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração."

Maiakovski

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Da solidão

A solidão me traz fantasmas.
A solidão me faz pensar que eu sou só "pó que incomoda".
Solidão realista!
Solidão me faz pensar que não sou uma visita bem-vinda e que tu não pensas mais em mim.
Solidão incerta!
A minha solidão talvez não exista.
Talvez seja só fruto dessa imaginação avoada. E eu prefiro acreditar que ela seja isso mesmo.
Prefiro acreditar que ela passa.
Assim fica mais fácil de engolir.
Prefiro acreditar que ela é mais uma daquelas vozes chatas que vêm, às vezes, me brotar medo no coração.
Assim fica mais doce de beber.


Será que dá pra morrer de amores?