10.000 visitas. 10.000 estrelinhas que fazem a minha felicidade e aumentam cada dia a mais a minha vontade de escrever e de mostrar pro mundo o que eu escrevo. Enorme gratidão a todos. Gratidão a quem acompanha o blog, que é o meu refúgio a quase dois anos. E gratidão a quem passou a participar disso aqui a pouco tempo. São mais de dez mil visitas, mil coisas tumultuadas para escrever e uma passarinha explodindo de felicidade.
Enorme gratidão a todos os príncipes e princesas que visitam esse pedacinho de mim
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Eu tô por um triz de estar feliz. Tô por um triz de te ligar e dizer que eu ainda não sei qual é o meu filme favorito. Tô por aqui de melancolia. E tô com vontade de melancia. Hoje meu cabelo me contou histórias. Histórias sobre a gente. Achei meio nada a ver. A gente. Não o cabelo. Deu saudade de um pai. E de um amor. O pai tá longe e o amor é meio blasé. Prefiro a melancia.
"...mas se você não quer meu ar, não queira que eu morda o seu umbigo..."
A vida é toda brisa. A vida toda é saudade. A vida é toda gargalhada. E a vida não é nem por isso. A vida é por um triz.
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Às vezes sinto medo do tempo. De tudo o que ele pode levar e trazer. Às vezes o adoro pelo mesmo motivo. Às vezes sinto enorme vontade de chorar por causa da impermanência das coisas. Por saber que tudo passa. E choro. Pela impermanência de tudo. Nesses dias que se arrastaram morri de medo. Medo do futuro. Do meu futuro. Medo de envelhecer. Medo de sentir dor. Medo de crescer. Li por aí que crescer é aprender a dizer adeus. Eu acho que eu não sei dizer adeus. E eu acho que não quero crescer. Eu acho que eu quero correr pra cama da minha mãe, e ficar ali, falando sobre nada importante e rindo dos pobres programas do horário nobre. Eu acho que eu quero dizer adeus ao futuro e ficar só com o presente que o presente me deu: o de ser menina. Acho que crescer não dói. Talvez crescer não seja só dizer adeus, talvez seja dizer olá também. Nada disso faz um grande sentido. A vida toda é saudade mesmo. Crescer dói sim, e dizer "olá" é a recompensa da dor. Nunca gostei muito da dor. Escolho não crescer. Vou ali pintar as unhas e ouvir mutantes. Enquanto não cresço.
Talvez eu seja impertinente mesmo. E talvez eu deve-se me calar às vezes. Talvez seja tantas coisas. E talvez não seja coisa nenhuma. Acho que foi tudo um teatro. Do qual eu tive que fazer o papel de uma cega. Nada mais importa já que as cortinas se fecharam. Ainda bem. Ou nem por isso.
Eu sou eu. E você. E eles. Eu sou o que eu sou, o que eu não sou e o que eu deixo de ser. Eu sou tudo, inclusive nada. Eu sou o nada, inclusive o que pode ser. Eu sou o não, o talvez e o sim. Eu sou o que não se pode ser, e o clichê. Eu sou o que o meu nariz quiser. Inclusive o "atchim". Eu sou o que a minha barriga mandar. Até as borboletas. Eu sou a menina dos olhos. Dos meus e dos dele. Eu sou o oceano inteiro. E a passarinha que voa no teu quintal. E tu, é plural ou singular?
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Acabo de chegar nesse palco. Esse que vocês costumam chamar de vida. Nesse palco que é uma mostra. Uma mostra de talentos e destalentos.
Acabo de ser sintonizada nessa estação. Essa em que vocês choramingam os seus lamentos e berram aos quatro ventos as suas pequenas alegrias. Acabo de chegar aqui. Ou aí. passo algum tempo dessa chegada a observar-lhes. Ora, mas são todos troféus! Gostam de exibir os corpos. Os cabelos. Os teres. Os seres. Os quereres. Os prazeres. Os lamentos. As alegrias. Acabo de chegar nesse festival. Ainda estou me acomodando. Ainda não sei o meu papel nessa peça de teatro. Mas penso que deve ser algum que se assemelha a um passarinho... Ou passarinha.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O certo era a gente estar sempre brabo de alegre, alegre por dentro, mesmo com tudo de ruim que acontecesse, alegre nas profundezas. Podia? Alegre era a gente viver devagarinho, miudinho, não se importando demais com coisa nenhuma.
Guimarães Rosa
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Em nome do coração, sejamos mais irracionais.
"Nos demais,
todo mundo sabe,
o coração tem moradia certa,
fica bem aqui no meio do peito,
mas comigo a anatomia ficou louca,
sou todo coração."
Maiakovski
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Eu não sei lidar com tristeza, ainda mais com essa que faz chorar.
A solidão me traz fantasmas. A solidão me faz pensar que eu sou só "pó que incomoda". Solidão realista! Solidão me faz pensar que não sou uma visita bem-vinda e que tu não pensas mais em mim. Solidão incerta! A minha solidão talvez não exista. Talvez seja só fruto dessa imaginação avoada. E eu prefiro acreditar que ela seja isso mesmo. Prefiro acreditar que ela passa. Assim fica mais fácil de engolir. Prefiro acreditar que ela é mais uma daquelas vozes chatas que vêm, às vezes, me brotar medo no coração. Assim fica mais doce de beber.
Sou pó. Todos somos. Não nos damos conta. Mas somos. Somos pó romântico. Pó melancólico. Pó musical. Pó mau-humorado. Pó medroso. Pó tímido. Pó, pó, pó! Mas no fundo somos pós tão arrogantes que não aceitamos ser só pó e queremos ser um pó maior. Evaporaremos, todos nós, todos os nós...
sábado, 23 de novembro de 2013
eu
tão isósceles
você
ângulo
hipóteses
sobre meu tesão
teses
sínteses
antíteses
vê bem onde pises
pode ser meu coração.
Paulo Leminski
Amor é um transtorno.
O que é o amor? O que é ser amor? Quem é esse amor? Amor é efêmero? Amor dá e passa? Amor dura pouco? Sou feita de amor. Sou feita de falta de amor. Amor é a ausência e a presença. Amor é tudo e nada. E de repente eu me vi em pé no alto daquela montanha que eu percebia da janela do carro, gritando a minha pergunta ao mundo: O QUE É SER AMOR? E silenciei. Que pergunta mais burra. Que pergunta besta. Amor era aquilo. Amor era tudo que estava diante dos meus olhos. Amor eram aquelas montanhas, aquelas árvores. Amor eram aqueles vasos de barro vendidos na estrada. Amor eram aqueles banquinhos de madeira e aqueles tapetes feitos à mão. Amor eram todas as coisas. Amor é tudo. Amor é nada. Amor é qualquer coisa que você quer que seja.
sábado, 16 de novembro de 2013
"Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo. Porque o rato existe tanto quanto eu, e talvez nem eu nem o rato sejamos para ser vistos por nós mesmos, a distância nos iguala. [...] Só porque contive meus crimes, eu me acho de amor inocente. [...] Talvez eu tenha que de chamar de "mundo" esse meu modo de ser um pouco de tudo. Como posso amar a grandeza do mundo se não posso amar o tamanho da minha natureza? Enquanto eu imaginar que "Deus" é bom só porque eu sou ruim, não estarei amando a nada: será apenas o meu modo de me acusar. Eu, que sem nem ao menos ter me percorrido toda, já escolhi amar o meu contrário, ao meu contrário quero chamar de Deus. [...] Porque enquanto eu amar a um Deus só porque não me quero, serei um dado marcado, e o jogo de minha vida maior não se fará. Enquanto eu inventar Deus, ele não existe."
Clarice Lispector, Perdoando Deus
Terminar um amor e viver um novo. Terminar a primavera, com pureza, e viver um novo verão, com brisa. As coisas têm seu prazo de validade, as coisas acabam, como as primaveras e os verões. Mas depois elas voltam, como as primaveras e os verões seguintes. Claro que não voltam como eram. As coisas acabam. Outras coisas tomam seu lugar. As coisas passam, voltam, passam, voltam... Ainda bem! Imagina só, que falta de imaginação seria se as coisas não passassem. Se outras coisas não se criassem, não tomassem seu lugar. Ele foi. Um outro ele veio. Ainda bem. A tristeza havia passado, e quando essa passa, é a hora de recomeçar. Ainda bem! Imagina só, não ter encontrado esse olhar cheio de flores. Imagina só... Como eu ainda seria triste sem todas essas flores...
Floral do perfume das flores Perfume do floral das flores As flores dos teus olhos tornam tudo em mim floral O meu perfume floral torna teus olhos cheios de flores.
Faz pouco tempo eu resolvi de querer ser bailarina. Me disseram que eu não poderia ser bailarina porque bailarina é muito magra, é muito elegante, e de fato eu sou meio desastrada (...), eu não dava pra ser bailarina. Teve uma outra vez que eu resolvi de ser fotógrafa. Também não dava pra isso (apesar de eu adorar fotografar), mas aí era um conflito interno, já que eu achava muito pouco estar sempre atrás das câmeras e não na frente delas. Também já quis ser jornalista mas eu achava que era mais emocionante ser a notícia do que a noticiante, jornalista também não dava pra ser. Ainda a pouco queria ser poeta, mas fui revirar a estante de livros da minha mãe e li alguns poetas, vi que ser poeta não é tarefa pouca. Ser poeta é ser Pessoa, ser Quintana, ser Bukowski, ser poeta é ser grandioso. Acho que também não dou pra ser poeta. Acho que não dou pra ser humana. Resolvi que seria passarinha. Nada muito difícil. Nada muito pouco. Simples. Passarinha.
Eu não gosto de gente pouca. De gente vazia. De gente pela metade. De gente que não sente. De gente que olha mas não vê. De gente que escuta mas não ouve. Acho que às vezes não gosto de gente. Lidar com pessoa é uma tarefa difícil, e sabe, eu não consigo fazer isso. Não consigo lidar com gente pouca, vazia, com gente metade. Eu gosto de gente que é gente, de gente que é uma gente e não finge ser outra. Gente me agoniza, me instiga, me interessa, me mirabola, me confunde, me comove, me afligia. Acho que às vezes eu gosto de gente. Lidar com pessoa é fácil, e talvez eu consiga fazer isso. Acho que eu não sei do que eu gosto. Não sei se sou uma gente pouca, vazia, metade. Também não sei se sou outra gente. Não sei que gente eu sou. Acho que é por isso que eu não gosto de gente. Ou gosto. Acho que sou uma gente indecisa. Uma gente confusa. Ou não. Talvez eu não seja gente nenhuma. Ou talvez eu seja um monte de gente que veio se aglomerar num corpo tão pequeno como esse...
domingo, 29 de setembro de 2013
"Ela sentou-se No sentimento. Quis amor E um sustento. Coitada, O sentimento Não era de cimento: Desabou!"
Eu nem sequer tenho a coragem de escrever aqui os versos que me fazem doer...
E terminou indo, como todas as coisas. Chegou de repente e de repente se foi. Sem dizer oi, chegou, sem dizer adeus, se foi. Pareces um pouco como o vento, só se sabe a direção, mas nunca se sabe quando chega e quando decide ir embora. Ah o vento... Este bem que podia chegar agora, de repente, e varrer toda essa tristeza que deixaste, arrumar toda a bagunça que fizeste, e levar junto a ele tudo o que te lembra... O vento veio, mas apenas secou, secou as lágrimas, disse que o amor enxuga, disse que dessa vez não seria dele a tarefa de organizar tudo, e sim do tempo, disse também que ele tarde ás vezes, mas que é pra ter paciência. Ah a paciência... Foi tudo o que eu tive durante esse curto tempo, se é que se pode chamar assim, de curto, mas fico orgulhosa dessa minha alma inquieta por ter tido a tal paciência, por ter tentado esperar, e por ter conseguido. Me orgulho da minha língua, que conseguiu manter-se parada, nem que tenha sido pelo mínimo tempo, ela conseguiu. Orgulho-me das minhas pernas por não terem se movido depressa pra longe de tudo, da dor e da tristeza, porque se o tivesse feito teria perdido eu, as alegrias e as coisas boas. Mas ah! Coisas boas nesse momento já não me importam mais... Um dia me disseram que tudo na vida é passageiro, a tristeza e a felicidade, o riso e o choro. Passou. As coisas boas passaram. E de nada adianta lembrá-las a essa altura do jogo. Aliás, o jogo já acabou, e eu como sempre acabei me atrasando. Não cheguei no momento certo e no 2º tempo já não dava mais pra entrar... Ah quem dera eu, ter sido mais rápida. Chegaste bem antes do início da partida, e foi essa a tua vantagem. Sabias onde pisava, eu não. Sabias o que o resultado do jogo traria, eu não. Ô jogo injusto esse, onde um sabe muito mais que o outro, onde já se viu! Éramos dois, e no fim acabamos sendo dez. Pobre, a menina da janela! As incertezas não haviam voltado, mas a tristeza se encarregou de ocupar seu lugar. Ô guria, nada de pobre, nada de coitada, onde já se viu isso, menina boba, menino voador, ele se foi, você também, o céu ali ficou, e tu parou de admirá-lo, os pássaros permaneceram e tu parou de lhes sorrir, os amigos não se foram, o bicho de estimação anseia por carinho, o bebê ainda chora, o irmão ainda cresce, o avô ainda diminui e o pai ainda engorda, deixe de bestagem, a vida continuou e tu parou, continuas a ver, mas parou de reparar, parou de cantar, um dia tu leu a frase "se você quiser energias boas do Universo, dê energias boas ao Universo", o poeta lhe disse e o sonho confirmou, segue em frente, em nome do amor que tens por ti! E seguiu...
"e queixas só dá rugas, e o vento seca, o amor enxuga..."
A menina da janela, mais uma vez, foi vítima de mais um auto-retrato. Anda agora mais apressada do que nunca. As dúvidas agora se escondem, resolveram dar uma trégua para a pobre menina da janela, que talvez deva ser chamada de menina do 3º andar ou menina da praça, já que não mora mais numa casa com uma janela onde se posse sentar e reparar o sol se pôr, mora agora num prédio, mas próximo da vida "agitada" daquela cidade pacata. As mudanças haviam chegada de súbito, dando-lhe um susto, mas acostumou-se, aos poucos se moldou. Hoje a menina ardia em febre. Conversava consigo mesma sobre a pressa que tinha sobre todas as coisas, a febre lhe dizia coisas, aliás, coisas bem interessantes. Lhe dizia para ter calma porque as coisas sempre vêm e vão, sempre acontecem, as coisas boas e as coisas ruins, lhe dizia para ser um pouco menos desconfiada e parar de duvidar de todos, afinal também tinha sentimentos e seu coração não era uma pedra de gelo, lhe dizia para prestar atenção no silêncio daquele menino de quem gostava demasiadamente, lhe contava que o silêncio ensina muitas coisas. Naquela noite, as olheiras lhe faziam companhia e a febre era sua melhor amiga, nunca havia sido tão bem aconselhada. O termômetro já incomodava ali parado embaixo de seu braço e sua cabeça doía como nunca. Mas apesar do mau estado de sua saúde, a febre lhe fez ficar feliz com todos aqueles conselhos dados de presente, e no fim da conversa com a mesma, a menina sorriu um sorriso de paz, estando feliz por todas as circunstâncias...
O feitio é complicado e a inconstância, a melhor amiga. Ah, pobre menina! Muda de ideia como quem muda de roupa. Não sabe lidar com pessoas, assim como não sabe lidar consigo mesma. Ah, a pobre menina, que tem a confusão como casa e a incerteza como mãe.
sábado, 27 de julho de 2013
"Dizem que tenho um feitio complicado, não discordo, mas acho que só o adjectivam assim, porque me distancio dos habituais "bons-costumes", e me digno apenas a ser eu própria."
Ana Sofia
terça-feira, 23 de julho de 2013
Ah se pudesse eu, me dividir em dez e saracutear por ai, um pedaço em cada canto, nao haveria saudade, nao teria que escolher isso ou aquilo, haveriam muitas paixoes de carnaval e tambem muitos amores de ano inteiro. Ah se pudesse eu...
sábado, 20 de julho de 2013
"Porque o mundo é assim, o mundo tem coisas. Coisas que a gente ja ve e sabe. Coisas que a gente ve e tenta compreender. Coisas que a gente pode cansar de ver, mas nao vai entender nunca."
quinta-feira, 18 de julho de 2013
Um dia eu quis ser só sua. No outro eu não quis ser de mais ninguém.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
"...já não tenho medo do mundo, sou filho da eternidade..."
"Vou fazer carnaval em julho, declarar feriado nacional e te tirar pra dançar. Quero te ver sorrir e florir. Vai ter confetes e serpentinas se você voltar, vai ter baile e bailarina, eu e você, sem máscaras."
Lê-se Machado Lê-se Saramago Lê-se Homero e Virgílio Lê-se Clarice e um pouco de Chico. Beija-se um e outro Beija-se ele e ela. Ama-se a mãe e o pai O rapaz e o homem. Amores vêm e amores vão O única que permanece são a mistura de algumas letras, tinta e papel!
A menina sentada na janela tinha o olhar vazio, reparava na criança jogando bola no meio da rua, o sol batia em seu rosto, rosto de expressão vazia. Não estava triste, nem feliz, não sorria e também não falava nada com o irmão que estava do lado de dentro da janela. Também não pensava, não questionava os problemas que haviam surgido tão de repente, apenas sentia. Sentia um pouco de medo do que seu coração podia fazer, um pouco de nostalgia, sentia saudade também, ah essa saudade, caminhava sempre ao lado da menina. Sentia saudade de pessoas, de lugares, de sentimentos, sentia saudade principalmente de sua inocência. A saudade às vezes vinha tão de repente que mais parecia uma daquelas ondas pesadas do mar, daquelas que te derrubam na areia e você engole um monte de água. Ai a menina da janela... Tinha a pele dourada, os olhos bem pretos e o cabelo curto. Era pequena e as bochechas estavam rosadas por causa do sol. Os carros passavam pela rua, o irmão se espreguiçava no sofá, a criança jogava bola, as pessoas gargalhavam, os pais faziam o almoço, havia um livro a ser estudado, um debate a ser feito, uma decisão a ser tomada, um quarto a ser arrumado, uma mensagem a ser enviada, mas a menina da janela permanecia ali, com o olhar vazio e a ansiedade para alguma coisa que iria acontecer... Ai a menina da janela... Não tinha muitas perspectivas, nem muitos quereres. Por trás das unhas pintadas de vermelho havia uma criança que acabara de começar a viver naquele mundo apressado e mau humorado, a menina já havia se tornado uma apressada e mau humorada, mas via por dentro de cada um e assim a manhã se seguiu e a menina apaixonada pelo sol ali permaneceu: na janela...
"Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma."
Esse blog sempre foi mais poético do que científico, preciso a subjetividade do que qualquer outra coisa e me encontrei nas bagunças que são meus textos, mas até um blog poético e subjetivo precisa de retratar, relatar e opinar sobre os protestos que estão acontecendo por todo o Brasil. Venho aqui hoje não como -A Escorpiana, mas sim como Giulia Madeira, cidadã desse país, indignada com a falta de amor, de compreensão, de escrúpulos, de caráter, de ética e de honestidade. Não sou contra e nem a favor dos governos do PT, mas às vezes parece que as pessoas se esquecem de que tudo na vida tem dois lados, os governos, os governantes e os governados. Os governos do PT fizeram o Brasil avançar muito, a miséria foi quase que exterminada, a educação melhorou e a economia do país também. Mas é claro que tem a outra moeda. Não sou totalmente a favor do governo Dilma, já que a meu ver é um governo totalmente focado na economia e que ás vezes parece se esquecer que nós somos pessoas e não fábricas. Não me identifico com a ideologia do PT, já que sou contra as ideias do PMDB e os dois partidos caminham lado a lado ultimamente. O Brasil tem muito o que avançar, muito mesmo, em termos de meio ambiente, de educação, de saúde, de transporte público, de qualidade de vida e etc. Mas, ei você que tá lendo esse texto, faça o enorme favor de não cair no senso comum e pensar que corrupção só existe no Brasil, que a vida aqui é péssima e que você nasceu no lugar errado e que nos Estados Unidos tudo é muito melhor e blá, blá, blá! Em todos os lugares do mundo existem problemas, existe alguma lacuna, mas não desmoralize seu país! Não é tirando a Dilma do poder que a corrupção vai acabar e que o transporte público vai passar a ser a melhor coisa do mundo e que a saúde vai ser ótima, isso não é real, isso é a mídia manipulando a sua cabeça. Mudar o país começa dentro de casa, quando você ensina ao seu filho que furar fila é errado, e que ser desleal é falta de caráter e que ser mentiroso é falta de ética. Mudar o país começa quando você desliga a TV e vai ler um livro, quando você cria sua opinião sobre os problemas da atual sociedade. Se você quer mudar o Brasil, vá parar as ruas com essas centenas de pessoas, mas vá com a consciência do que e de quem você está combatendo. Sou mulher, tenho quatorze anos, sou feminista, sou socialista, tenho orgulho de ser brasileira, sou contra a construção da usina de Belo Monte, sou contra a corrupção, Marcos Feliciano não me representa, mas acima de tudo: não faço parte do senso comum!
Nunca somos só nós mesmo. Ninguém se torna alguém sozinho. Não somos singulares. Não somos sozinhos. Somos saudade. Somos dois. Somos três. Somos quatro, cinco, seis. Você é "você mesmo" porque você juntou um monte de "eles" e criou você mesmo. Você é o conjunto de todas as cores. Você é um pedaço de um monte de outros. Então não tente ser só e não diga que a solidão lhe faz bem. Você não sabe o que é solidão. Você apenas observa a solidão. Você olha o nada e percebe que ela não existe. Ah, doce solidão... Só é doce porque é inexistente!
Eu acordo e sinto o gosto amargo da manhã de segunda. Pela madrugada eu tive insônia, mas foi fácil acordar já que incrivelmente eu não sentia sono. Eu me olho no espelho. Meu curto cabelo está despenteado, para variar, as minhas olheiras estão fundas. Minha garganta ardia por causa da inflamação. O estômago doía por causa da fome. Nesta manhã de segunda não tinha mau humor, estava quase apática. Volto para a cama e ali permaneço com a garganta ardida, ouvindo a chuva. O cão estava deitado ao lado da minha cama e dormia, parecia mais confortável do que eu, tinha a respiração calma. Levantei. Fui até o banheiro e ali fiquei, olhando meu pequeno corpo no espelho. Não era dali, nem meu corpo, nem meu espírito. Aquele lugar não me pertencia. Eu não pertencia àquela manhã de segunda.
E de repente talvez eu tenha me encontrado. Não sei. Pode ser. Nunca sei de nada mesmo, quem dirá saber de mim mesma. Mas de repente parece que as coisas estão se ajeitando, parece que a procura e todo aquele esforço começou a funcionar de alguma forma. Pensar nunca foi muito importante na minha vida, mas sentir sempre fazia as coisas darem errado, mas, pensar também, então como sou preguiçosa resolvi escolher deixar as coisas acontecerem, parece bem mais simples. Ta aí: adoro simplicidade, e pra me fazer feliz é simples, o mais estranho é que simples é uma coisa que eu nunca fui, não me entendo, todos sabem disso, e ninguém me entende também, eu eu sei disso. Não faço esforço pra fazer sentido...
Eu tava meio perdida, sem saber pra onde ir, o que querer, com quem falar, o que dizer, o que pensar, o que sentir, e começo a achar que os caminhos agora estão bem mais claros, o problema é que são muitos caminhos, muitas alternativas, e daí as coisas ficam um tanto complicadas.
Te contei que eu tava pensando que tava me apaixonando, e você me disse a mesma coisa, nós dissemos um para o outro quem eram as paixões, eu critiquei ela e você criticou ele. Você disse que ela é diferente das outras meninas, que ela não tem tantas crises e não é complicada demais, e eu disse que ele é simples, que ele é errado, que ele é diferente, e você me disse que eu só gosto de douchebag, e eu acabei concordando porque é verdade, e porque você me conhece bem e eu te conheço bem, nós nos conhecemos o suficiente pra saber do que o outro gosta. Nos sentimos atraídos um pelo outro, e nós nunca saciamos o desejo um do outro porque nós somos incompreensíveis.
Eu não sei como acabar esse texto, acho que eu não quero acabar esse texto.
Eu quero conseguir escrever exatamente o que eu to sentindo, mas eu não consigo, eu nunca consegui, porque eu vivo mentindo pra mim mesma o tempo todo e eu sempre preciso de outra pessoa pra provar pra mim mesma o que é que eu to sentindo, e sempre foi assim, e sempre vai ser, então termino esse texto sem dizer o que eu to sentindo de verdade e claro, mentindo pra mim mais uma vez, porque essa é a melhor coisa que eu sei fazer.
"Porque hoje é domingo Meus amigos estão dormindo Ninguém me telefona Porque domingo é o Dia mais triste de Todos os tempos"
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Sim, eu sempre mostro só um olho. Só um lado. O outro fica pra quem eu quero. Para quem se atreve. Para quem gosta do abismo. Pra me conhecer tem que mergulhar fundo. Tem que gostar de labirinto, de palavras cruzadas, explosão de pensamento. Tem que ter paciência pra joguinho de quantos-queres porque eu me desdobro em mil. Tem dia de chuva ácida, tempestade, vento forte, nevoeiro, temperatura negativa. Mas em todos eles tem um Sol que espreita e um chocolate quente te esperando no final do dia. Um livro cheio de doutrinas sobre coisas do final do arco-íris. A confusão é minha melhor amiga e o complicado me serve de lar. Mas se mesmo depois de beber o primeiro cálice amargo quiser entrar, traz alma disposta e coração aberto porque cá dentro tem muito mundo ainda por viajar.
''Minha personalidade tem um pouco de pimenta. Não é qualquer um que gosta, nem qualquer um que aguenta.''
Porque leva uma vida pra conseguir me entender, veja que eu a vivo a 14 anos e o entendimento ainda não passou por aqui, nem por ali. Sinto muito por não conseguirem me entender, mas nem eu mesma me entendo. Tenho quase certeza de que não sou daqui. Sou turista, só estou de passagem, vim à passeio. Não sou pertencente a esse lugar. Não sou compatível com o mundo. Não sei o que defendo. Não sei do que gosto. Não sei de quem gosto. Só amo. E isso é o que o mundo não faz. O mundo não ama. Não ama ninguém. O mundo ama coisas, e coisas são o que eu não amo. Eu sabe ? Eu realmente sinto muito pelo mundo não amar. O mundo nos diz não, diz não pra tudo aquilo que nós amamos, o mundo nos impede de sonhar e de realizar os planos do coração. O mundo é cruel! Pra me entender é realmente complicado, sou meio água meio ar... Sou meio lá, meu cá. Meio arte, meio bio... Não me entendo e talvez essa seja a minha essência, desentendimento... Não me importo mais com isso, mas sabe, me entender só uma vez seria gratificante. Então se você me entende, manda uma carta me explicando pra mim mesma...
"Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto..."
Me sinto como Renato Russo se sentia quando escreveu essa letra. Não sei quem sou, não sei o que quero, não sei do que eu gosto. A sensação é péssima, tem uma lacuna dentro de mim, falta um pedaço. Meu pequeno corpo está intacto, mas o espírito e a alma não. Tá tudo uma bagunça: meu guarda-roupa, minha cabeça e meu coração. Nada está mais no lugar. Sinto que falta alguma coisa, alguém, e tenho certeza de que quem falta sou eu mesma. Falta espírito e certeza, falta alma e querer. Pensei que era só uma sensação, dessas que vêm e vão, mas às vezes não parece ser, ando sem mim mesma a tanto tempo que nem escrever como antes eu consigo. A falta de certezas sempre fez parte da minha vida, essa não é o problema, o problema é a abundância de alternativas, daí as incertezas aumentam. Continuo a ser feliz, isso eu nunca deixei de ser. E espero que eu mesma me perdoe, sou feita toda de amor, e assim serei pra sempre, minha alma é composta de amor, assim como meu espírito...
Contarei um segredo. Um segredo que eu nunca havia contado pra mim mesma. O segredo de que quando eu crescer sentirei falta disso tudo. De toda essa bagunça que está a minha vida. Desse circo que é o meu coração. Sentirei saudades de tudo isso. De todos eles, que passaram e que estão passando pela minha vida. Sentirei saudade do passado que hoje encontra-se no presente. Sentirei saudade das confusões feitas sem motivo, das brigas resolvidas em meia hora. Sentirei saudade de sair da escola e olhar aquele bando de jovens uniformizados, dos meninos se exibindo para as meninas que estão à flor da idade, e das meninas que usam o uniforme em um número menor para serem vistas. Sentirei saudade porque eu sou essa adolescente, que quer que um, dois ou três rapazes olhem-na, que eu sou também a adolescente que resolve as confusões em meia hora e que ignora o rapazinho que se exibe pra ela. Hoje a Lua está cheia, e daqui a uns instantes, colocarei meu corpo pra fora da janela e olharei ela, lá em cima, eu farei um pedido. O pedido pra que a minha cabeça nunca mude, pra eu ser assim sempre, pra eu ver encanto em tudo, e pra continuar, sendo essa Giulia, que fala muito, que ouve muito, que pensa demais, que não presta atenção em nada, e que ri de qualquer coisa, pedir pra que essas memórias fiquem na minha mente pra sempre, serei feliz pra sempre se isso acontecer. E vou agradecer à Lua cheia hoje, por eu me sentir infinita, por eu ser infinita!
Ando-me assim, sem mim mesma. E não me faz mal. Gosto de andar assim, sem ter muitas certezas, mudando de ideia todas as manhãs. Gosto de andar assim, sem rótulos, sem uma definição da minha personalidade. De vez em sempre eu paro e me pergunto "E eu ? Quem sou eu ?" Uma vez, Renato Russo escreveu em uma de suas músicas assim:
- Acho que não sei quem sou, só dei do que não gosto.
E eu acho que eu tô assim, sem saber ao certo o que eu sou, só sabendo do que eu não gosto. Aquele velha história de fazer auto-crítica virou uma ideia constante em minha mente, acho que só sei ver quais são os meus defeitos e os meus não-quereres. E sabe ? Acho que não quero concertar essa parte, tá bom como tá.
Os lugares existem para serem habitados, como são habitados, eles existem. As pessoas existem para amar, se elas não amam, podemos dizer, então, que elas não existem.
O colégio anda chato, eu ando sem paciência, a mamãe anda sem grana. As pessoas andam as mesmas, sem sal, sem graça, sem emoção. Eu ando mudando de ideia a cada manhã, meu coração anda apertado de saudade do papai e daquela Paris animada. Os amigos andam brigando, os pais também, eu não ando mais brigando, cansei disso. Eu ando cansada das coisas e das pessoas, continuo me encantando por tudo, falando sozinha e lendo só os inícios dos livros. Eu ando como sempre andei, distraída, meio capenga em matemática e com amor pela literatura. E continuamos andando, esquecendo de abraçar e de amar, achando que isso é felicidade. Ah, pobres humanos...
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto... E conversamos toda a noite, enquanto a Via Láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto. Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?" E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e entender estrelas"
Nunca fui de fazer sentido e ainda não o sou, nem nunca serei. Andava meio perdida, na verdade ainda me encontro perdida, mas descobri que é assim que eu sou, meio perdida, meio distraída, meio avoada, meio sem noção. Não sei bem o que eu quero, de vez em quando não sei o que pensar de mim, às vezes não sei o porquê de estar fazendo o que eu faço, mas descobri que eu sou assim mesmo. A um tempinho atrás eu estava na rua, esperando meu cachorro sair da veterinária, estava eu, sentada numa escada, olhando pro nada, pensando em um monte de coisa, de repente passa um moço, já com seus cinquenta e poucos anos, para na minha frente e diz "não pensa muito na vida não, porque a morte é certa". Por mais estranho que isso pareça, o moço com os cinquenta e poucos anos estava certo, na verdade ainda está. Quando eu fico sozinha, principalmente quando eu fico no silêncio, vem muita coisa na minha cabeça, coisa boa coisa ruim, coisa irreal, personagens de história, o dia seguinte, o dia anterior... Mas parei de fazer isso, quer dizer, parei de pensar demais, nunca deu em boa coisa, não seria agora que daria. A morte é certa, o moço tinha razão, a parte material um dia acaba e só fica a parte espiritual, mas o moço tinha razão em outra coisa, pensar muito na vida nunca é muito bom, sentir é muito melhor, sentir a vida é muito melhor. Estava eu, perdida, sem saber pra onde ir, com a cabeça cheia de um monte de nadas, com o coração bagunçado. Estava eu, pensando na vida como se ela tivesse pressa de seguir. Estava eu, tentando me encontrar sem nem perceber que era eu o tempo todo, "eu" até demais. Estava eu, como uma criança mimada, querendo as respostas sem ter as perguntas.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Sei lá eu do meu futuro! Estou perdida no presente, constantemente a passar-me pela cabeça imagens do passado.
Pior do que perder alguém é perder a si mesma. Eu sabia exatamente o que queria e o que querer, sabia o que fazer e o que estava fazendo, mas desaprendi a saber. Me esqueci como se sabe saber. Me perdi. Não sei o que eu quero, não sei o que fazer. Não cobiço mais nada, não desejo mais nada, não odeio mais nada. Queria voltar e gravar o jeito de como é saber. Não tenho planos, nem "nãos" na minha cabeça. Tá tudo uma bagunça. No guarda-roupa. Na cabeça. No coração. Não sei o que pedir a Deus na hora de rezar, só agradeço, não peço nada. Parece bom, mas não é. É horrível não saber o que você quer. E pior: é horrível não saber querer. Parem o mundo que eu quero descer!! A velocidade das coisas me assusta. Não sei acompanhar o ritmo do mundo, e não me esforço pra isso. Só sei fluir no contra-fluxo, e isso bastava, mas agora não basta mais, agora me incomoda. Queria pedir ajuda a alguém, contar o que tá acontecendo, mas eu não consigo, sabe porque ? Porque não tem nada acontecendo! Se alguém se habilita a ajudar é só falar. Obrigada aos ouvidos que leram!
"Respira. Calma. Mantém a calma. Agora acalma o coração. Acalma. É normal que não te entendam quando nem tu própria te entendes. Eu sei que é complicado: se és durona é porque não tens coração. E se deixas que a tua veia de coração mole se estique mais um pouco estás a ser chata e demasiado melosa. Tu sabes que eles não gostam nem de uma coisa, nem de outra. Tu sabes que eles querem-te mas não tanto. Tu sabes que eles nunca sabem o que querem. Mas tu também nunca sabes. E se tens certezas, há sempre quem tas tire. Respira. Calma. Mantém a calma. Sustem esse pânico e esse medo. Acalma o coração e deixa ir... Deixa ir tudo o que tu quiseres, mas deixa ir..."
Ninguém contou que seria assim. Ninguém deu a segunda opção. Ninguém contou que seria difícil pra chuchu. Ninguém soprou nos meus ouvidos que eu teria que escolher algum dia por alguma coisa. Poder escolher é muito bom, mas bem que poderia existir alguém aqui pra dizer qual seria o melhor caminho. O coração quase sempre tem razão, mas às vezes parece que ele é mudo. Os sentimentos são sempre falantes, mas o coração silencia ver por outra. Parem o mundo que eu quero descer!! É muito difícil. Não quero mais brincar nessa roda. A gente envolve o outro sem ter certeza se quer mesmo ele perto de nós, e quando você é indeciso e muda de ideia todos os dias, isso é perigoso. Quando a gente não quer mais, como a gente faz ? Quando a gente não sabe o que quer, como a gente faz ? Orientação vocacional pro coração ? Não sei o que eu quero, quem eu quero nem como eu quero ? Não consigo chorar, mas sorrir fica difícil. Tentar coisas novas. Errar. Errar mais uma vez. Errar novamente. Caramba, quando vem a parte do acerto ? Quando vem o caminho das certezas ? Quando é que sai do papel ? Como faz isso tudo ? Tem receita pra parar de crescer ?