sexta-feira, 23 de agosto de 2013

A Menina da Janela

A menina da janela, mais uma vez, foi vítima de mais um auto-retrato. Anda agora mais apressada do que nunca. As dúvidas agora se escondem, resolveram dar uma trégua para a pobre menina da janela, que talvez deva ser chamada de menina do 3º andar ou menina da praça, já que não mora mais numa casa com uma janela onde se posse sentar e reparar o sol se pôr, mora agora num prédio, mas próximo da vida "agitada" daquela cidade pacata. As mudanças haviam chegada de súbito, dando-lhe um susto, mas acostumou-se, aos poucos se moldou. 
Hoje a menina ardia em febre. Conversava consigo mesma sobre a pressa que tinha sobre todas as coisas, a febre lhe dizia coisas, aliás, coisas bem interessantes. Lhe dizia para ter calma porque as coisas sempre vêm e vão, sempre acontecem, as coisas boas e as coisas ruins, lhe dizia para ser um pouco menos desconfiada e parar de duvidar de todos, afinal também tinha sentimentos e seu coração não era uma pedra de gelo, lhe dizia para prestar atenção no silêncio daquele menino de quem gostava demasiadamente, lhe contava que o silêncio ensina muitas coisas. Naquela noite, as olheiras lhe faziam companhia e a febre era sua melhor amiga, nunca havia sido tão bem aconselhada. O termômetro já incomodava ali parado embaixo de seu braço e sua cabeça doía como nunca. Mas apesar do mau estado de sua saúde, a febre lhe fez ficar feliz com todos aqueles conselhos dados de presente, e no fim da conversa com a mesma, a menina sorriu um sorriso de paz, estando feliz por todas as circunstâncias...

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