Na minha vida (e na vida de todos) penso que tudo que acontece tem algum significado, às vezes a gente demora a entendê-lo mas no fim entende, sempre! No meio desses dias de Sol, de confusões familiares, de gritarias desnecessárias e de silêncios dispensáveis, aparece alguém, um alguém dispensável, ou não. Um alguém gentil, humilde, e canceriano. Claro que na minha cabeça só estaria passando esse tal alguém se não fosse os tais problemas dispensáveis, mas que ninguém além de mim quer dispensá-los. Porque as pessoas gostam de complicar tanto ? E a complicação é totalmente dispensável. Mas se não tivesse a complicação toda, os momentos de alívio não existiriam. É claro que eu não penso assim, foi só uma análise sobre aquele pessoal grande que se esquece que já foi pequeno. Claro que se não tivéssemos todas as complicações a vida seria muito mais fácil, mas infelizmente existem pessoinhas masoquistas, que não conseguem viver em um clima que só tem paz, e por favor não venha me dizer que é impossível viver em clima de paz, claro que é totalmente possível, basta descomplicar, e é simples descomplicar, mas é que as pessoas são muito complicadas, e infelizmente nem todos são cancerianos ou arianos, e adoram tirar a simplicidade das coisas. Como isso é incomodativo!! "Ser feliz é simples, o difícil é ser tão simples", já diria Leoni, e ele está mais do certo. Tudo está entrelaçado, todas as coisas dependem de outras coisas. Sem alguma coisa talvez não haveria uma coisa outra, que na realidade é tão importante quanto a coisa outra, e isso não é difícil de entender, é difícil de colocar em prática, mas também, a gente nunca pratica. Nunca pratica porque talvez seja comodo permanecer assim, parado, sem graça, sem aventura, sem risos, sem comédia, aliás, sem comédia não, a comédia tá ali, mas é uma comédia que não tem graça, porque na realidade não é você quem faz, tá, tudo bem, você pode não ser engraçado (eu também não sou muito lá dessas coisas de fazer todos caírem na gargalhada), mas o que interessa não é fazer os outros rirem, e sim fazer você rir de você mesmo. Hoje você se olhou no espelho, mas você gostou do que viu ? Você tá onde você sempre quis estar ? Eu estou onde estou, e me sinto bem comigo mesma, mas eu passo metade do tempo rindo da minha cara (é q'eu sou desastrada) Eu posso não ter falado nada com nada, porque eu sempre faço isso, mas uma coisa leva a outra, e isso não é nem um dispensável, aliás, nada é totalmente dispensável.
"Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre."
Eu falo muito, às vezes muitas vezes, falo demais, mas por vezes, falo o que não se deve falar nunca, ou que se deve falar mas que ninguém fala e quando alguém fala ninguém gosta porque não deveria ser dito. Mas o que eu preciso dizer de verdade eu não digo. Eu sou sincera, às vezes, até sincera demais, mas quase nunca sou sincera com o que eu sinto lá no fundo, talvez porque eu tenha medo de que ninguém entenda o que eu sinto de verdade, ou então por medo de que os outros a quem eu digo sinceramente o que sinto me julguem por sentir tal sentimento. É porque eu sou confusa demais, dentro e fora, e parece que eu deixo tudo ao meu redor uma confusão também. Às vezes, fico com medo de por esse medo que eu acabei de descrever eu tenha me transformado em uma pessoa que não sou eu. Eu tento parecer forte sempre, firme, organizada, direta, mas na verdade eu não sou nada disso essencialmente. Eu sou outra Giulia, uma Giulia que talvez não saiba se descrever realmente, como se eu fosse sincera só na parte de fora, só com os outros, mas não comigo mesma, é como se eu só conseguisse me dizer o que eu sinto muito se vez em quando. -"Colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo"- Chaplin disse isso uma vez, e eu tento seguir isso, bom, pelo menos de vez em quando, mas é que às vezes eu acho que eu me coloco em primeiro lugar demais, e às vezes eu acho que eu coloco os outros em primeiro lugar demais. Eu não tenho a menor ideia do que eu to fazendo com a minha vida.
E nada faz sentido, na verdade nunca fez, e assim está ótimo.
Essa postagem deveria ter sido feita ontem, no domingo [aquele dia que não se faz nada mas que se poderia fazer tudo], mas no domingo de ontem, eu vim para o Rio à tarde, e à noite eu saí, não restando tempo algum para acessar o blog e postar qualquer coisa, mas nunca é tarde pra se fazer alguma coisa, e aqui vai o What.Inspires.Me de ontem-hoje.
Ei pessoal, espero que o dezembro de vocês tenha começado bem, o meu começou [principalmente depois do desabafo do post anterior], resolvi que o What.Inspires.Me dessa semana teria vídeos e músicas, então... vamos lá...
Pensei que com você podia ser diferente, mas não pode, e nunca poderá. Pensei que com você seria diferente porque és mais velho, é da mesma religião que eu e gosta de cabelos azuis tanto quanto eu, mas me enganei. Enganei-me por pensar que fosses diferente, mas tu não é. E bom, dizes o mesmo de mim, mas eu não concordo. Dizem que os opostos se atraem, mas eu não acredito que essa teoria valha pra relações humanas, já as nossas diferentes são tantas e nós não demos certo. Não demos certo por um monto de coisa, mas foi tudo culpa minha, não, foi tudo culpa tua. É tua culpa você ser assim tão você, e não ter feito nenhum esforço para me agradar. Talvez não sejamos justos ao julgar alguém, mas é da natureza humana julgar, e cá estou eu a te julgar. Julgo, julgo mesmo, porque você merece o julgamento. És egocêntrico e se achas melhor que qualquer um, e só por você ser você, achas que eu estaria apaixonada, já que o menino dos 17 anos mais mal aproveitados me deu papo. Mas não. No início tu me achavas diferente de qualquer menina, porque eu sou mesmo, mas depois de eu dizer que não o queria mais, você disse que pensava que eu era diferente mas se enganou. Não vejo problemas em mudares de ideia, porque eu também mudei de ideia a partir do momento em que não te queria mais. Mas rapaz, mentir é feio, sabia ? Não é minha culpa a projeção. Desculpa se eu não sou o que você quer, mas não vim aqui apenas para te agradar. Minha entreguei por inteiro, mas você só se importou com uma metade, aquela metade em que não havia defeitos, e que tudo era um mar de rosas, mas desculpa rapaz, as pessoas não são feitas só por essas metades. E o teu maior problema é não saber receber um não, e sabe o que mais ? Tenho pena de você. Pena de você ser assim tão chato, juro, é isso, é só pena. E com já 17 anos, você cumprimentou a todos em nosso círculo de pessoas, mas não deu nem um aceno quando me viu. Francamente. Aceito a apatia de vir, mas não desonre o meu nome. E sabe o que seria bom, se eu nunca mais precisasse ver você, e espero que você sinta o mesmo! Não sinto tua falta virginiano. Na verdade não sinto de nenhum virginiano!
"Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carrega
r nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."
Sou curiosa demais, e isso é inegável. Quando eu ando na rua outras pessoas também estão andando, e eu sempre olho pra maior quantidade de pessoas e na minha cabeça faço perguntas sem o menor sentido.
"De onde você é ? O que você tem ? Onde você tem paixão ? Quando você vem,
"Caro é transformar-se em um arremedo de si próprio
A ponto de nem se reconhecer mais.
Isso não estava nos meus planos,
Você sabe a desordem é tenaz."
Não sei em que momento, como ou porquê me sinto assim. Eu, Giulia, não me sinto mais eu, Giulia. A liderança não faz mais parte de mim. Não consigo escrever com desenvoltura como antes. Não consigo me concentrar como antes. Claro que continuo sendo a menina dos olhos bem pretos, dos cabelos bem pequenos e das pernas bem curtas. Mas para onde os meus olhos apontam ? Pra qual lado meus cabelos se mechem agora ? Pra qual direção as minhas pernas caminham ? Nada disso é como antes. Mas sabe, eu gostava de mim como eu era antes. Era segura de mim mesma, decidida, não me importava em como as pessoas me olhavam na rua, mas parece que agora nada mais é assim. Prometo a mim mesma que nessas férias vou passar por uma atualização antiga de mim mesma. É isso. Não vou perder a minha essência, porque como eu estou hoje não é como eu sou de verdade e e isso incomoda o meu espírito que continua sendo o mesmo, o coração anda confuso e a mente vive no mundo da Lua...
Tá, eu aceito ser a Alice num mundo que nem sempre é das maravilhas... A essa altura topo qualquer coisa pra ser eu mesma de novo, e de novo e de novo...
Queridos leitores, não venho tido inspiração suficiente pra escrever nesses últimos dias, peço enormes desculpas, amanhã faço minha última prova bimestral, de matemática [:p], mandem boas energias pra mim, ok ? Não tenho tido temo para ler, daí vem a falta de inspiração para escrever como eu escrevo, assim que a inspiração vier eu posto alguma coisa que eu mesma escrevi, ainda essa semana, espero que tenham gostado do texto que eu coloquei aqui no blog [da Catarina Calçada Gaspar], quem leu o texto percebeu que era português de Portugal, mas essa menina, a Catarina, ele é de Lisboa, e mora lá, e eu sempre leio o blog dela, aliás, quem quiser ler, esse é o link: http://sorrirdiferente.blogspot.com.br/ Super recomendo, ela escreve muito bem. Bom, era isso, espero que entendam, beijo, beijo...
Um pouquinho adiantado, mas é que eu não sei se vou conseguir entrar no blog amanhã [o dia certo], e eu queria pedir desculpas por não ter feito essa postagem no domingo passado, é que eu passei o feriado viajando e sem nenhuma tecnologia, então não deu pra postar, mas espero que gostem dessa postagem (;
Enfim, o What.Inspires.Me de hoje foi só sobre bandas/artistas que só tem divulgação na internet, a mídia não faz muita questão de lançar seus CD's e DVD's, mas eu adoro todas essas bandas/artistas, espero que tenham gostado (;
"Antes eu escrevia depois de deitar cá para fora tudo o que tinha para dizer, agora escrevo para não falar.
Muitas vezes limito-me ao silêncio e não é por cobardia, por medo ou por não saber o que dizer. Limito-me ao silêncio, sim, porque sei que as minhas palavras de nada valerão, porque sei que o meu silêncio fala muito mais alto que qualquer grito. Porque sei que com o meu silêncio calo muitas bocas e, se por algum motivo, elas falarem por causa desse meu silêncio, a minha resposta sempre será a mesma do início: o meu silêncio ao qual elas nunca poderão saber o que quer dizer. Isso frustra as pessoas, a pergunta sem resposta, a eterna questão, o equívoco. É por ter medo das respostas que as pessoas perguntam pouco. Mas eu sempre perguntei muito, sem medo de receber um silêncio como resposta.
Nada chateia mais os nosso inimigos que o nosso riso e nunca as nossas palavras.
As palavras são preciosas, tanto suavizam como magoam e nem todos as sabem usar. Por issoeu guardo as minhas palavras para quem tem gosto da prosa, para quem vive as rimas, para que sabe o valor de um livro, o valor de uma conversa num café, para quem sabe o peço de quem fala mais alto sem motivo. Eu guaro as minhas palavras não para quem quer conversar comigo, porque isso eu adoro e faço-o com qualquer pessoa. Guardo-as para quem quer falar.Porque falar é sempre dizer algo mais, é ir ao fundo da questão, da frase, do sentido, sei lá de quê! Falar é para ouvir e ser ouvido, conversar é para se conhecer e ser-se conhecido. E em ambas os casos a expressão é a mesma - as palavras - mas é quando se fala que as palavras fazem o sentido.
Quem conversa só para passar o tempo talvez não ligue nem a metade do de quem fala para passar a ideia. Mas não penses que quem conversa não fala entretanto..."
"Medo de ser diferente, de não fazer o que todo mundo faz, de não ser como querem que seja... Medo de ser demitido, de reprovar, de não conseguir trabalhar, de não ter o que comer nem onde morar... Medo de não “chegar lá”, de não alcançar os sonhos. Medo do mundo, do escuro, do monstro e da violência que tem por aí. Medo do que tem “do lado de lá”, do “juízo final”, do apocalipse... Medo de ser feio, de ficar doente, de envelhecer e de sofrer um acidente. Medo de não ir onde todo mundo vai e de fazer o que todo mundo faz. Medo da solidão. Medo do caminho que não sabemos qual é e nem onde está."
"O medo está muito presente em nosso mundo. É uma emoção muito forte e por isso é usado aqui na terceira dimensão para nos controlar desde quando para cá fomos trazidos. Com a nossa verdadeira identidade esquecida, nos sentimos desorientados e sem coragem para enfrentar a matrix que nos puseram diante dos olhos. Quando sentimos medo, fazemos qualquer coisa para aliviar esta sensação incômoda. Aí se abre a porta para a dominação. Fato é que temos medo do que desconhecemos ou não conseguimos entender por completo. Para ludibriar e dar ao medo outra aparência os escravizadores criaram o misticismo religioso. Então com a intenção de nos manter confusos e crentes de que somos cheios de defeitos, pecados e que as situações mais nefastas que experimentamos no corpo e na coletividade são culpa nossa, fez-se a religião. Por não saber da nossa verdadeira origem e sentindo-nos vulneráveis aceitamos atribuir um poder que é nosso àqueles que davam respostas, quaisquer que fossem, às nossas maiores questões. Os líderes carismáticos usam disso até hoje para manipular. Tanto é que as religiões estão aí até hoje usando a mesma prática para manter muitos de nós na enganação. Usam o poder que o desconhecido exerce sobre nós. “Nos dias atuais os sistemas de manipulação através do medo são ainda mais elaborados. Tudo o que tememos prende nossa atenção. Procuramos mais informações, pois assim talvez saibamos como agir quando uma situação inusitada ocorrer. Explicado está porque é tão lucrativo para os meios de comunicação expor tantos episódios violentos e amedrontadores todos os dias.” Autor: Daniel De Nardi
A Matrix é toda permeada por esta emoção. A cultura do medo em nossas mentes começa desde muito cedo na vida. Na infância ouvimos histórias de monstros, bruxas e os bixos que vem nos pegar se não fizermos a tarefa. Nosso pais repassam o medo que culturalmente lhes foi implantado. Com o crescimento, a programação mental inconsciente de medo, busca formas de se alimentar e assim se perpetuar no sistema. A mídia por exemplo, ultimamente tem lotado a programação com cenas de violência, o que só reforça a crença de que "o mundo é um lugar ruim, as pessoas são más, a rua é um lugar perigoso". “Uma pesquisa mostrou que a violência nos Estados Unidos cai a cada ano, entretanto ela ao mesmo tempo cresce em exposição na mídia estadunidense. Este tipo de atitude dá muito poder ao setor, pois ele passa a falar de um assunto que aparentemente preocupa a todos. Daquele tipo de informação parece depender nossas vidas.” Autor: Daniel De Nardi Agora estamos em um período onde tudo isso está mudando. As vibrações superiores que estão nos atingindo facilitam a nossa desconexão desta energia negativa. Não precisamos mais alimentar o medo do desconhecido. Todas as respostas sobre quem somos nós, qual a razão das situações que experimentamos na vida estão enterradas dentro de você. A Fonte nos fez senhores da nossa existência infinita, porém nossa linha de comunicação com ela foi cortada e a maioria de nós dorme dentro de uma grande ilusão."
Acorde e saia da Matrix! Deixe de ser apenas uma folha ao sabor do vento. Volte a ser o vento!
"As respostas para as suas maiores questões existenciais estão enterradas dentro de você!" Referências: Assim Falou De Nardi Despertando Deuses Vivendo na Matrix
Acabo de me lembrar que eu acho que essa música é o que eu acho que todas as queridas pessoas que me rodeiam acham do que eu acho. Sem sentido ? Complicado ? Pode ser. Mas ouçam a música, talvez entenderão.
Sinto-me meio perdida, sem norte, sem chão. <eu não tenho a menor ideia do que eu to fazendo com a minha vida> Minha mãe diz que isso é normal, mas o fato é que normal ou não, eu não me sinto feliz nesses últimos dias, pareço estar concordando com tudo ou discordando de tudo por pura falta de certezas. Nunca tinha me sentido assim antes. Me sinto mal. Sinto que fiz mal a alguém. Sinto que fui injusta com alguém. Confesso que está melhorando, mas não me sinto como a Giulia de antes, sinto-me como uma nova coisa, uma coisa que não sou eu. Espero que melhore, porque não sou assim, nunca fui e não pretendo ser. Inspiração!!
Simples: sem sentimentos não há decepções, sem sentimentos não há distrações, sem decepções ou distrações você consegue dar tempo a si mesmo, dando tempo a sim mesmo, eu tenho tempo pra pensar, escrever, ler, e não preciso ficar me esforçando para tal qual me amar, já que sou só eu que devo me amar.
Por isso sempre digo que eu sou da simplicidade...
Em meio a anormalidade de ter levado meu cachorro para tomar banho na petshop habitual, o deixei lá e fiquei esperando minha mãe passar de carro por ali e me dar uma carona até a casa. Senti no 2º degrau de uma escada de 5 degraus que fica bem em frente a petshop. Depois de passados mais ou menos 10 minutos de espera, aparece um rapaz, nem sei se devo-o chamar assim, porque me parecia já ter uns 55 anos de idade, tinha os cabelos grisalhos, usava um óculo de grau e carregava em suas mãos um pacote daqueles que ganhamos quando revelamos fotos na loja de fotografia. O rapaz de aproximadamente 55 anos estava passando na minha frente e eu estava completamente distraída com a mão segurando a cabeça, com o corpo ali dentro da minha blusa branca, calças pretas e all star vermelho, mas a cabeça estava bem longe daqui. O rapaz de 55 anos andou, parou e deu dois passos na minha direção, olhou nos meus olhos (e eu, que àquela altura estava em outra dimensão, me assustei), as palavras dele foram as seguintes: -Deixa eu te falar uma coisa ? Não pensa muito na vida não, porque a morte é certa! Claro que com o meu temperamento e o meu amor pela filosofia eu queria muito, muito mesmo falar alguma coisa, mas eu fiquei tão fascinada por alguém ter parado na rua pra me falar alguma coisa tão valiosa assim que o máximo que consegui fazer foi olhar nos olhos do rapaz de 55 anos, sorrir distraidamente e balançar a cabeça num sentido de quem diz "sim". Claro que na hora eu me assustei, mas essa frase não saiu da minha cabeça em nenhum momento do dia. Ela pode ser interpretada de várias formas, formas positivas e formas negativas. Eu otimista como sou, preferi tornar a frase no sentido de que < a morte só acontece para quem está vivo, é um destino que ninguém pode fugir, mas a vida é tão bela que se a gente ficar pensando tanto nela e tentar buscar um sentido sempre, é aí que a beleza dela vai embora, a tristeza e a solidão chega, porque morrer todos vamos, mas se nós ficarmos esperando esse destino, o tempo passa mais rápido> O pensamento desse rapaz de 55 anos pode até ser meio niilista, mas só se você quiser que ele seja. Pra mim, essa frase de hoje a tarde, lá em frente a petshop, com um sol forte na cabeça, no 2º degrau de uma escada, mais ou menos às 13:10 h, foi uma das lições que eu quero levar guardadinha na memória. Obrigada rapaz de 55 anos, suas palavras foram realmente valiosas...
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
"Amar o perdido Deixa confundido Este coração. Nada pode o olvido Contra o sem sentido Apelo do Não. As coisas tangíveis Tornam-se insensíveis à palma da mão. Mas as coisas findas, Muito mais que lindas, Essas ficarão." [Cícero]
Eu adoro mesmo o meu mundo visual, mesmo mesmo. Mas o ser humano diferente dos outros animais desenvolveu melhor a audição, segundo o meu professor de biologia. Já que é assim nada mais justo de darmos mais atenção a tudo o que ouvimos, então cá vão as músicas que explicam quase sempre o que eu estou sentindo, na melodia ou na letra.
PS.: Meu pai sempre me diz que eu sou brega, mas é assim, não braga, mas assim.
"Mas ficou tudo fora do lugar Café sem açucar, dança sem par Você podia ao menos me contar Uma estória romântica"
"A emoção acabou Que coincidência é o amor A nossa música nunca mais tocou"
"Você nunca ouviu falar em maldição Nunca viu um milagre Nunca chorou sozinha num banheiro sujo Nem nunca quis ver a face de Deus"
"Deus me perdoe por querer Que Deus me livre e guarde de você"
"Por isso, para o seu bem Ou tire ela da cabeça Ou mereça a moça que você tem"
"Pois você sumiu no mundo Sem me avisar E agora eu era um louco a perguntar O que é que a vida vai fazer de mim."
"Não basta o compromisso Vale mais o coração Já que não me entendes, não me julgues Não me tentes"
"Tenho certeza que não sonhava A noite linda continuava E a voz tão doce que me falava "O mundo pertence a nós"
"É morena tá tudo bem Sereno é quem tem A paz de estar em par com Deus Pode rir agora Que o fio da maldade se enrola"
"Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval"
"Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você, de azar ou sorte Eu ando num labirinto e você, numa estrada em linha reta Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta"
Ok, ainda não acabou. No domingo que vem eu posto as outras músicas, e assim a gente cria o hábito de fazer isso em todos os domingos, porque qual as graça da vida sem umas notas musicais ?