segunda-feira, 24 de junho de 2013

Escrever

"Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma."


Miguel Esteves Cardoso

quarta-feira, 19 de junho de 2013

se fosse eu maior

"...ai eu se fosse maior, rodava o mundo até achar alguém pra alinhar esse caos que só, eu mesma sempre baguncei..."

terça-feira, 18 de junho de 2013

Diga não ao senso comum!

Esse blog sempre foi mais poético do que científico, preciso a subjetividade do que qualquer outra coisa e me encontrei nas bagunças que são meus textos, mas até um blog poético e subjetivo precisa de retratar, relatar e opinar sobre os protestos que estão acontecendo por todo o Brasil. Venho aqui hoje não como -A Escorpiana, mas sim como Giulia Madeira, cidadã desse país, indignada com a falta de amor, de compreensão, de escrúpulos, de caráter, de ética e de honestidade. 
Não sou contra e nem a favor dos governos do PT, mas às vezes parece que as pessoas se esquecem de que tudo na vida tem dois lados, os governos, os governantes e os governados. Os governos do PT fizeram o Brasil avançar muito, a miséria foi quase que exterminada, a educação melhorou e a economia do país também. Mas é claro que tem a outra moeda. Não sou totalmente a favor do governo Dilma, já que a meu ver é um governo totalmente focado na economia e que ás vezes parece se esquecer que nós somos pessoas e não fábricas. Não me identifico com a ideologia do PT, já que sou contra as ideias do PMDB e os dois partidos caminham lado a lado ultimamente. O Brasil tem muito o que avançar, muito mesmo, em termos de meio ambiente, de educação, de saúde, de transporte público, de qualidade de vida e etc. Mas, ei você que tá lendo esse texto, faça o enorme favor de não cair no senso comum e pensar que corrupção só existe no Brasil, que a vida aqui é péssima e que você nasceu no lugar errado e que nos Estados Unidos tudo é muito melhor e blá, blá, blá! Em todos os lugares do mundo existem problemas, existe alguma lacuna, mas não desmoralize seu país! 
Não é tirando a Dilma do poder que a corrupção vai acabar e que o transporte público vai passar a ser a melhor coisa do mundo e que a saúde vai ser ótima, isso não é real, isso é a mídia manipulando a sua cabeça. 
Mudar o país começa dentro de casa, quando você ensina ao seu filho que furar fila é errado, e que ser desleal é falta de caráter e que ser mentiroso é falta de ética. Mudar o país começa quando você desliga a TV e vai ler um livro, quando você cria sua opinião sobre os problemas da atual sociedade. Se você quer mudar o Brasil, vá parar as ruas com essas centenas de pessoas, mas vá com a consciência do que e de quem você está combatendo. 
Sou mulher, tenho quatorze anos, sou feminista, sou socialista, tenho orgulho de ser brasileira, sou contra a construção da usina de Belo Monte, sou contra a corrupção, Marcos Feliciano não me representa, mas acima de tudo: não faço parte do senso comum!



terça-feira, 11 de junho de 2013

Poesia de Solidão

Nunca somos só nós mesmo. 
Ninguém se torna alguém sozinho.
Não somos singulares.
Não somos sozinhos.
Somos saudade. 
Somos dois. 
Somos três. 
Somos quatro, cinco, seis. 
Você é "você mesmo" porque você juntou um monte de "eles" e criou você mesmo.
Você é o conjunto de todas as cores. 
Você é um pedaço de um monte de outros. 
Então não tente ser só e não diga que a solidão lhe faz bem. 
Você não sabe o que é solidão. 
Você apenas observa a solidão.
Você olha o nada e percebe que ela não existe.
Ah, doce solidão...
Só é doce porque é inexistente!


segunda-feira, 10 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Manhã de Segunda

Eu acordo e sinto o gosto amargo da manhã de segunda. Pela madrugada eu tive insônia, mas foi fácil acordar já que incrivelmente eu não sentia sono. Eu me olho no espelho. Meu curto cabelo está despenteado, para variar, as minhas olheiras estão fundas. Minha garganta ardia por causa da inflamação. O estômago doía por causa da fome. Nesta manhã de segunda não tinha mau humor, estava quase apática. 
Volto para a cama e ali permaneço com a garganta ardida, ouvindo a chuva. O cão estava deitado ao lado da minha cama e dormia, parecia mais confortável do que eu, tinha a respiração calma.
Levantei. Fui até o banheiro e ali fiquei, olhando meu pequeno corpo no espelho. Não era dali, nem meu corpo, nem meu espírito. Aquele lugar não me pertencia. Eu não pertencia àquela manhã de segunda. 
«Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente!»


Fernando Pessoa