sábado, 27 de julho de 2013

"Dizem que tenho um feitio complicado, não discordo, mas acho que só o adjectivam assim, porque me distancio dos habituais "bons-costumes", e me digno apenas a ser eu própria."

Ana Sofia


terça-feira, 23 de julho de 2013

Ah se pudesse eu, me dividir em dez e saracutear por ai, um pedaço em cada canto, nao haveria saudade, nao teria que escolher isso ou aquilo, haveriam muitas paixoes de carnaval e tambem muitos amores de ano inteiro. Ah se pudesse eu...

sábado, 20 de julho de 2013

"Porque o mundo é assim, o mundo tem coisas. Coisas que a gente ja ve e sabe. Coisas que a gente ve e tenta compreender. Coisas que a gente pode cansar de ver, mas nao vai entender nunca."

quinta-feira, 18 de julho de 2013

segunda-feira, 15 de julho de 2013

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Confetes e Serpentinas

"Vou fazer carnaval em julho, declarar feriado nacional e te tirar pra dançar. Quero te ver sorrir e florir. Vai ter confetes e serpentinas se você voltar, vai ter baile e bailarina, eu e você, sem máscaras."

Daniel Viana

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Bibliobúlico

Lê-se Machado 
Lê-se Saramago
Lê-se Homero e Virgílio 
Lê-se Clarice e um pouco de Chico.
Beija-se um e outro
Beija-se ele e ela. 
Ama-se a mãe e o pai
O rapaz e o homem. 
Amores vêm e amores vão
O única que permanece são a mistura de algumas letras, tinta e papel!

domingo, 7 de julho de 2013

Soneto de Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama 
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente 
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes


A Menina da Janela

A menina sentada na janela tinha o olhar vazio, reparava na criança jogando bola no meio da rua, o sol batia em seu rosto, rosto de expressão vazia. Não estava triste, nem feliz, não sorria e também não falava nada com o irmão que estava do lado de dentro da janela. Também não pensava, não questionava os problemas que haviam surgido tão de repente, apenas sentia. Sentia um pouco de medo do que seu coração podia fazer, um pouco de nostalgia, sentia saudade também, ah essa saudade, caminhava sempre ao lado da menina. Sentia saudade de pessoas, de lugares, de sentimentos, sentia saudade principalmente de sua inocência. A saudade às vezes vinha tão de repente que mais parecia uma daquelas ondas pesadas do mar, daquelas que te derrubam na areia e você engole um monte de água. 
Ai a menina da janela...
Tinha a pele dourada, os olhos bem pretos e o cabelo curto. Era pequena e as bochechas estavam rosadas por causa do sol. 
Os carros passavam pela rua, o irmão se espreguiçava no sofá, a criança jogava bola, as pessoas gargalhavam, os pais faziam o almoço, havia um livro a ser estudado, um debate a ser feito, uma decisão a ser tomada, um quarto a ser arrumado, uma mensagem a ser enviada, mas a menina da janela permanecia ali, com o olhar vazio e a ansiedade para alguma coisa que iria acontecer...
Ai a menina da janela...
Não tinha muitas perspectivas, nem muitos quereres. Por trás das unhas pintadas de vermelho havia uma criança que acabara de começar a viver naquele mundo apressado e mau humorado, a menina já havia se tornado uma apressada e mau humorada, mas via por dentro de cada um e assim a manhã se seguiu e a menina apaixonada pelo sol ali permaneceu: na janela...