Estou entrando em parafuso. Eu sou livre, e sempre fui livre para ser livre, sempre fui livre para fazer qualquer coisa (com juízo, claro). E agora as pessoas querem tirar essa liberdade, elas dão, elas tirão quando querem. Mas, é só outra tentativa falhada, porque eu sou livre e continuarei a sê-lo. Não fui feita para viver acorrentada ao chão, fui feita para voar e conhecer coisas novas. Não fui feita para obedecer a tudo e a todos, afinal, as regras são feitas para se cumprir e para se quebrar.
Perguntaram-me uma vez se eu era escrava da minha liberdade. E a resposta foi objetiva. "Claro que não, sou livre, não sou escrava de nada, nem de ninguém."
Agora digo-lhes, ponham correntes em outra pessoa, pois as minhas eu arranco facilmente, e continuo a voar por aí.
Se cortarem minhas asas eu as conserto!


Não gosto de me sentir assim, enclausurada. Sou livre, não caibo numa jaula, e eu consigo me livrar das correntes.
"Não se reprima, não se reprima..."
"
Novos começos. Encruzilhadas repetidas e erros retomados. A elegância sumiu-se e a monotonia faz-se presente. Os teus olhos já não enchem os meus. Foi uma fuga e asilo no passado, do qual conhecemos melhor. O passado é o encanto para quem teme do futuro e assim prefere a casa que já foi sua. Entra e desdém à primeira, mas à segunda já reconhece o cheiro, o toque e a audácia dos beijos. Não se retrai mais. Não ali nem naquele momento. Mas o arrependimento só o sentimento intrínseco o ditará. Isso é para os loucos. E sim eu sou. Só os tolos cometem o mesmo erro duas vezes e de olhos fechados. "