Contarei um segredo. Um segredo que eu nunca havia contado pra mim mesma. O segredo de que quando eu crescer sentirei falta disso tudo. De toda essa bagunça que está a minha vida. Desse circo que é o meu coração. Sentirei saudades de tudo isso. De todos eles, que passaram e que estão passando pela minha vida. Sentirei saudade do passado que hoje encontra-se no presente. Sentirei saudade das confusões feitas sem motivo, das brigas resolvidas em meia hora. Sentirei saudade de sair da escola e olhar aquele bando de jovens uniformizados, dos meninos se exibindo para as meninas que estão à flor da idade, e das meninas que usam o uniforme em um número menor para serem vistas. Sentirei saudade porque eu sou essa adolescente, que quer que um, dois ou três rapazes olhem-na, que eu sou também a adolescente que resolve as confusões em meia hora e que ignora o rapazinho que se exibe pra ela.
Hoje a Lua está cheia, e daqui a uns instantes, colocarei meu corpo pra fora da janela e olharei ela, lá em cima, eu farei um pedido. O pedido pra que a minha cabeça nunca mude, pra eu ser assim sempre, pra eu ver encanto em tudo, e pra continuar, sendo essa Giulia, que fala muito, que ouve muito, que pensa demais, que não presta atenção em nada, e que ri de qualquer coisa, pedir pra que essas memórias fiquem na minha mente pra sempre, serei feliz pra sempre se isso acontecer. E vou agradecer à Lua cheia hoje, por eu me sentir infinita, por eu ser infinita!
terça-feira, 23 de abril de 2013
sábado, 20 de abril de 2013
Sem ser, sendo.
Ando-me assim, sem mim mesma. E não me faz mal. Gosto de andar assim, sem ter muitas certezas, mudando de ideia todas as manhãs. Gosto de andar assim, sem rótulos, sem uma definição da minha personalidade. De vez em sempre eu paro e me pergunto "E eu ? Quem sou eu ?"
Uma vez, Renato Russo escreveu em uma de suas músicas assim:
- Acho que não sei quem sou, só dei do que não gosto.E eu acho que eu tô assim, sem saber ao certo o que eu sou, só sabendo do que eu não gosto. Aquele velha história de fazer auto-crítica virou uma ideia constante em minha mente, acho que só sei ver quais são os meus defeitos e os meus não-quereres. E sabe ?
Acho que não quero concertar essa parte, tá bom como tá.
Sobre a existência...
Os lugares existem para serem habitados, como são habitados, eles existem.
As pessoas existem para amar, se elas não amam, podemos dizer, então, que elas não existem.
As pessoas existem para amar, se elas não amam, podemos dizer, então, que elas não existem.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Andando...
O colégio anda chato, eu ando sem paciência, a mamãe anda sem grana. As pessoas andam as mesmas, sem sal, sem graça, sem emoção.
Eu ando mudando de ideia a cada manhã, meu coração anda apertado de saudade do papai e daquela Paris animada.
Os amigos andam brigando, os pais também, eu não ando mais brigando, cansei disso.
Eu ando cansada das coisas e das pessoas, continuo me encantando por tudo, falando sozinha e lendo só os inícios dos livros.
Eu ando como sempre andei, distraída, meio capenga em matemática e com amor pela literatura.
E continuamos andando, esquecendo de abraçar e de amar, achando que isso é felicidade.
Ah, pobres humanos...
Eu ando mudando de ideia a cada manhã, meu coração anda apertado de saudade do papai e daquela Paris animada.
Os amigos andam brigando, os pais também, eu não ando mais brigando, cansei disso.
Eu ando cansada das coisas e das pessoas, continuo me encantando por tudo, falando sozinha e lendo só os inícios dos livros.
Eu ando como sempre andei, distraída, meio capenga em matemática e com amor pela literatura.
E continuamos andando, esquecendo de abraçar e de amar, achando que isso é felicidade.
Ah, pobres humanos...
Via Láctea
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto, que, para ouvi-las, muita vez desperto e abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto a Via Láctea, como um pálio aberto, Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo! Que conversas com elas? Que sentido tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi: "Amai para entendê-las! Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e entender estrelas"
Olavo Bilac
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Me encontrei perdida
Nunca fui de fazer sentido e ainda não o sou, nem nunca serei.
Andava meio perdida, na verdade ainda me encontro perdida, mas descobri que é assim que eu sou, meio perdida, meio distraída, meio avoada, meio sem noção. Não sei bem o que eu quero, de vez em quando não sei o que pensar de mim, às vezes não sei o porquê de estar fazendo o que eu faço, mas descobri que eu sou assim mesmo.
A um tempinho atrás eu estava na rua, esperando meu cachorro sair da veterinária, estava eu, sentada numa escada, olhando pro nada, pensando em um monte de coisa, de repente passa um moço, já com seus cinquenta e poucos anos, para na minha frente e diz "não pensa muito na vida não, porque a morte é certa". Por mais estranho que isso pareça, o moço com os cinquenta e poucos anos estava certo, na verdade ainda está.
Quando eu fico sozinha, principalmente quando eu fico no silêncio, vem muita coisa na minha cabeça, coisa boa coisa ruim, coisa irreal, personagens de história, o dia seguinte, o dia anterior... Mas parei de fazer isso, quer dizer, parei de pensar demais, nunca deu em boa coisa, não seria agora que daria. A morte é certa, o moço tinha razão, a parte material um dia acaba e só fica a parte espiritual, mas o moço tinha razão em outra coisa, pensar muito na vida nunca é muito bom, sentir é muito melhor, sentir a vida é muito melhor.
Estava eu, perdida, sem saber pra onde ir, com a cabeça cheia de um monte de nadas, com o coração bagunçado. Estava eu, pensando na vida como se ela tivesse pressa de seguir. Estava eu, tentando me encontrar sem nem perceber que era eu o tempo todo, "eu" até demais. Estava eu, como uma criança mimada, querendo as respostas sem ter as perguntas.
Andava meio perdida, na verdade ainda me encontro perdida, mas descobri que é assim que eu sou, meio perdida, meio distraída, meio avoada, meio sem noção. Não sei bem o que eu quero, de vez em quando não sei o que pensar de mim, às vezes não sei o porquê de estar fazendo o que eu faço, mas descobri que eu sou assim mesmo.
A um tempinho atrás eu estava na rua, esperando meu cachorro sair da veterinária, estava eu, sentada numa escada, olhando pro nada, pensando em um monte de coisa, de repente passa um moço, já com seus cinquenta e poucos anos, para na minha frente e diz "não pensa muito na vida não, porque a morte é certa". Por mais estranho que isso pareça, o moço com os cinquenta e poucos anos estava certo, na verdade ainda está.
Quando eu fico sozinha, principalmente quando eu fico no silêncio, vem muita coisa na minha cabeça, coisa boa coisa ruim, coisa irreal, personagens de história, o dia seguinte, o dia anterior... Mas parei de fazer isso, quer dizer, parei de pensar demais, nunca deu em boa coisa, não seria agora que daria. A morte é certa, o moço tinha razão, a parte material um dia acaba e só fica a parte espiritual, mas o moço tinha razão em outra coisa, pensar muito na vida nunca é muito bom, sentir é muito melhor, sentir a vida é muito melhor.
Estava eu, perdida, sem saber pra onde ir, com a cabeça cheia de um monte de nadas, com o coração bagunçado. Estava eu, pensando na vida como se ela tivesse pressa de seguir. Estava eu, tentando me encontrar sem nem perceber que era eu o tempo todo, "eu" até demais. Estava eu, como uma criança mimada, querendo as respostas sem ter as perguntas.
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