Eu piso na grama e descubro o quanto o meu pé é pequeno.
Pouso na rua e observo os restos.
Os meus restos. Os restos deles. E eles.
Às vezes tudo parece uma massa homogênea.
E às vezes tudo parece uma melodia tão descompassada que eu estremeço.
De vez em vento sinto-me bem em estar aqui.
De vez em brisa eu preciso fugir.
O meu pé pequeno na grama.
A cabeça entre qualquer árvore vendo a massa-melódica-descompassada passar.
O medo do que pode vir do alto.
Pareço com o quê?
domingo, 19 de janeiro de 2014
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
As coisas são todas assim mesmo. A vida é toda assim mesmo.
Não há porque o espanto.
Não há porque a ansiedade.
As coisas são todas pontuais.
Eles vêm. Eles vão.
A gente vem. A gente vai.
Entristece. Desentristece.
Alegra. Desalegra.
Acelera. Desacelera.
Ama. Desama.
Para. Anda.
Ri. Chora.
Nada é pra hoje.
Nada é pra nunca.
Tudo é hoje, tudo é amanha, tudo é qualquer coisa.
E qualquer coisa é coisa nenhuma.
Só sei que só sei de mim e do que foi.
Só sei que sou passarinha.
E agora meu pouso é na alegria.
Não há porque o espanto.
Não há porque a ansiedade.
As coisas são todas pontuais.
Eles vêm. Eles vão.
A gente vem. A gente vai.
Entristece. Desentristece.
Alegra. Desalegra.
Acelera. Desacelera.
Ama. Desama.
Para. Anda.
Ri. Chora.
Nada é pra hoje.
Nada é pra nunca.
Tudo é hoje, tudo é amanha, tudo é qualquer coisa.
E qualquer coisa é coisa nenhuma.
Só sei que só sei de mim e do que foi.
Só sei que sou passarinha.
E agora meu pouso é na alegria.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Lá pelas 2 da manhã levantou da cama. Havia uma inquietação.
Botou a água do chá de camomila pra ferver, e ficou observando seu pequeno corpo no espelho do corredor. Era um corpo especialmente miúdo. Havia perdido alguns quilos no mês que passou.
Uma mensagem fez apitar o celular. A água ferveu. O cachorro acordou.
Sentia-se serena. Como nunca se sentira antes.
Preparava o chá enquanto respondia com um ar quase emocionado a mensagem.
Esperara por muito tempo para ler aquelas palavras. E sabia que aquele era um bom momento para dizer o que havia adiado por mais de mês. E disse.
A água na caneca agora era colorida pelo amarelo da camomila.
Parecia um pouco com sua alma. Que agora deixava de ser pálida, e coloria-se de serenidade.
Naquela madrugada de véspera de natal as palavras (ditas) eram tudo o que importava, e a camomila.
As palavras daquela vez vieram, não para um começo, ou recomeço. Vieram para ilustrar um fim.
Belo fim. Fim de camomila.
Da janela o vento soprava. Sopro de calma.
Serenidade.
Menina serena...
Botou a água do chá de camomila pra ferver, e ficou observando seu pequeno corpo no espelho do corredor. Era um corpo especialmente miúdo. Havia perdido alguns quilos no mês que passou.
Uma mensagem fez apitar o celular. A água ferveu. O cachorro acordou.
Sentia-se serena. Como nunca se sentira antes.
Preparava o chá enquanto respondia com um ar quase emocionado a mensagem.
Esperara por muito tempo para ler aquelas palavras. E sabia que aquele era um bom momento para dizer o que havia adiado por mais de mês. E disse.
A água na caneca agora era colorida pelo amarelo da camomila.
Parecia um pouco com sua alma. Que agora deixava de ser pálida, e coloria-se de serenidade.
Naquela madrugada de véspera de natal as palavras (ditas) eram tudo o que importava, e a camomila.
As palavras daquela vez vieram, não para um começo, ou recomeço. Vieram para ilustrar um fim.
Belo fim. Fim de camomila.
Da janela o vento soprava. Sopro de calma.
Serenidade.
Menina serena...
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