Lá pelas 2 da manhã levantou da cama. Havia uma inquietação.
Botou a água do chá de camomila pra ferver, e ficou observando seu pequeno corpo no espelho do corredor. Era um corpo especialmente miúdo. Havia perdido alguns quilos no mês que passou.
Uma mensagem fez apitar o celular. A água ferveu. O cachorro acordou.
Sentia-se serena. Como nunca se sentira antes.
Preparava o chá enquanto respondia com um ar quase emocionado a mensagem.
Esperara por muito tempo para ler aquelas palavras. E sabia que aquele era um bom momento para dizer o que havia adiado por mais de mês. E disse.
A água na caneca agora era colorida pelo amarelo da camomila.
Parecia um pouco com sua alma. Que agora deixava de ser pálida, e coloria-se de serenidade.
Naquela madrugada de véspera de natal as palavras (ditas) eram tudo o que importava, e a camomila.
As palavras daquela vez vieram, não para um começo, ou recomeço. Vieram para ilustrar um fim.
Belo fim. Fim de camomila.
Da janela o vento soprava. Sopro de calma.
Serenidade.
Menina serena...
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