Falando do que não se deve, mas o que é preciso nunca é dito!!
Eu falo muito, às vezes muitas vezes, falo demais, mas por vezes, falo o que não se deve falar nunca, ou que se deve falar mas que ninguém fala e quando alguém fala ninguém gosta porque não deveria ser dito. Mas o que eu preciso dizer de verdade eu não digo. Eu sou sincera, às vezes, até sincera demais, mas quase nunca sou sincera com o que eu sinto lá no fundo, talvez porque eu tenha medo de que ninguém entenda o que eu sinto de verdade, ou então por medo de que os outros a quem eu digo sinceramente o que sinto me julguem por sentir tal sentimento. É porque eu sou confusa demais, dentro e fora, e parece que eu deixo tudo ao meu redor uma confusão também. Às vezes, fico com medo de por esse medo que eu acabei de descrever eu tenha me transformado em uma pessoa que não sou eu. Eu tento parecer forte sempre, firme, organizada, direta, mas na verdade eu não sou nada disso essencialmente. Eu sou outra Giulia, uma Giulia que talvez não saiba se descrever realmente, como se eu fosse sincera só na parte de fora, só com os outros, mas não comigo mesma, é como se eu só conseguisse me dizer o que eu sinto muito se vez em quando. -"Colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo"- Chaplin disse isso uma vez, e eu tento seguir isso, bom, pelo menos de vez em quando, mas é que às vezes eu acho que eu me coloco em primeiro lugar demais, e às vezes eu acho que eu coloco os outros em primeiro lugar demais. Eu não tenho a menor ideia do que eu to fazendo com a minha vida.
E nada faz sentido, na verdade nunca fez, e assim está ótimo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário