segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Poetinha, poetinha!

Poetinha, poetinha
Não sei o que acontece quando deitas na cama, já nas várias horas da noite, e ficas assim, uma mão na barriga e a outra sob a nuca, fitando a parede branca como quem observa as coisas que já disse ou culpa-se por ser assim, poetinha, poetinha.
Não sei o que passa no teu coração quando teus olhos não estão mais no presente e a tua mão segura a tua bochecha num sinal de tédio pra entender a realidade ou pra aceitar-se do jeito que és, poetinha, poetinha.
Não sei o que se passa no refúgio dos teus desejos quando não saem mais palavras da tua boca e mordes teus lábios como quem tem todas as incertezas dentro das bochechas, ah poetinha, poetinha!
Não sei o que acontece contigo quando tens essa cara de quem quer ir embora mas não sabe pra onde. 
Ah poetinha, poetinha, às vezes é só tpm.

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