Ah, você tinha que ver, foi tão bonitinho, ele é todo bonitinho, todo atrapalhado, fala engraçado, a gente tem tudo a ver.
Ah, que bom cara, chama ele pra sair.
Ih, não rola!
Ué, por que?
Tem namorada. Quer dizer, uma quase-namorada.
Ah entendi.
Caaara, o comecei a conversar com o amigo dele!
Pra falar do cara que tem um quase-namorada?
Claro que não, tá maluco? Pra falar sobre ele né?! Ele é tão inteligente, tem um sorrisão, os olhinhos bem pequeninhos, tão bonitinho.
Ô garota!
Que que foi?
Não te entendo não, mas e aí, esse outro tá a fim de você?
Parece que tá mas parece que não.
Tu é linda, chama ele pra sair.
Ai cacete! O amigo dele veio falar comigo.
O da quase namorada?
Nãaao, um outro!
E ai???
A Joana é a fim dele, ele não pode ser a fim de mim.
Para de falar com ele, ué!
Que falta de educação! Vou responder mas não vou dar bola.
...
Ai cara! Ele escreve poesia, igual a mim, é todo bonitinho!
Não começa, menina!
Eu não comecei nada, eles que aparecem assim, do nada na minha vida, bonitinhos assim, inteligentes assim, cheios de coisas pra falar, com dois ouvidos pra me escutar!
Cara.
Oi.
O que que você quer?
Ih nando, sai fora, pergunta difícil!
Mas tem que escolher.
Tem nada.
Tem sim.
Pode escolher os três?
Não.
Então eu quero os três.
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