Que chega e todas as luzes do inexplicável se acendem, quem dera que fossem só para mim. Boba sou eu, como posso achar, nessa minha cabeça de passarinho, que as tuas luzes só eu posso ver?
Que os teus cabelos, tão maiores que os meus, abraçam o meu rosto. E todo ele sorri e entra em êxtase com o cheiro e o volume. Pedem, suplicam, fazem juras, para o abraço não acabar nunca.
Que o teu rosto, onde se estampa um sorriso que desperta a minha curiosidade. Todo o teu rosto desperta a minha curiosidade e os meus olhos me obrigam a mirá-lo e ficar ali, observando cada detalhe que fugiu à minha atenção.
Que os dentes, sim eu os reparo também, tão brancos, fazem uma simetria harmoniosa para uma cabeça tão assimétrica como a de quem escreve.
Que a tua fala e o timbre da tua voz, e desses eu preciso falar por último porque são, sem um pedacinho de dúvida, o teu maior encanto, me acalmam e tem como essência, não as cordas vocais, mas sim uma harpa, de som tão doce que os meus ouvidos gritam para que fale para sempre [ao pé deles].
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